Categorias
Desenvolvimento Pessoal

Livros que nos fazem melhor: Mulheres que correm com os lobos (parte 1)

Olá, querido blog para o qual eu escrevo eventualmente e para o qual pretendo escrever com mais frequência 🙂

Compartilhar livros por aqui é algo que sinto falta. Escrever sobre o que li me ajuda a fixar e refletir melhor sobre os livros e é também uma forma de ajudar alguém que precise de alguma avaliação antes de ler.

O livro de hoje é mais do que especial pra mim. É um livro daqueles divisores de água. Sério, não tem como ficar igual depois de ler esse livro. Qualquer mulher passa por uma transformação profunda durante a leitura.

Não vou me propor a resumir o livro inteiro, afinal de contas eu ainda não terminei de lê-lo (por isso essa é a parte 1 xD)…

Vou colocar aqui motivos para você ler e como tem sido a minha percepção até então.

O que aprendi com Mulheres que correm com os lobos, até agora

O livro da da psicanalista americana Clarissa Pinkola Estés é uma obra de fácil reconhecimento. Isso significa que quando você lê (estou supondo que você seja uma mulher) você se reconhecerá em algumas ou quase todas as narrativas apresentadas.

Sim, esse livro não conta uma só história, tampouco é um livro para ser lido em uma única tacada. Ele é um livro para se ler aos poucos e para tê-lo sempre a mão nas situações difíceis.

[O livro possui uma versão clássica capa mole e uma mais atual e bonitona, capa dura, com acabamento emborrachado e fita vermelha de cetim, um mimo]

A escritora coloca e discute histórias presentes no inconsciente coletivo, são os famosos arquétipos.

Mas o que é um arquétipo? E o que são histórias arquétipas? Bem, eu li boa parte do livro pra poder entender do que se trata, e também precisei conversar com outras leitoras, mas grosseiramente falando, são histórias, lendas e contos clássicos, conhecidos por quase todas as culturas e civilizações, que apontam direta ou indiretamente questões e valores presentes nessas sociedades.

Lembra da história d’O Patinho Feio, por exemplo? Então, esse conto é uma relíquia e já foi contado e recontado em diversas culturas diferentes, com versões e adaptações diferentes mas sempre mantendo o substancial da história, nesse caso o fato de alguém rejeitado na infância por não pertencer e pelejar pra encontrar sua tribo.

Tá, legal. Mas o que isso tem a ver com mulheres? A Clarissa é fantástica, acreditem. Elas reuniu uma série de histórias como essas e outros elementos arquétipos e deu uma leitura e interpretação diferente de tudo que eu já tinha visto, explicando sobre psiquê humana e inconsciente coletivo e relacionando com vivências, traumas e situações que toda mulher já encontrou na vida.

O livro te ajuda a lidar com questões passadas e a se entender enquanto mulher no mundo, a entender seu valor, a cultivar a mulher selvagem, forte e destemida que existe dentro de cada uma de nós.

Inclusive essa designação intriga um pouco no começo, mas conforme a leitura avança isso faz mais sentido. Ser selvagem é o contrário da domesticação, da dominação. Ou seja, uma mulher dita selvagem é uma mulher livre para ser e fazer o que quiser, para não cair nas armadilhas dos padrões e dogmas sociais muitas vezes impostos.

Ser La loba, a mulher lobo, é saber resgatar e cultivar sua intuição, sua criatividade, sua força, sua capacidade de renascer e sua vivacidade.

Não é à toa que esse livro é considerado um clássico da literatura feminista. E digo que ele é um livro de libertação mesmo que você não se considere como tal. Ele é um livro que fala de liberdade, de coragem, de ousadia, de autenticidade e de cura do nosso self interior… coisas que todas nós nos reconhecemos e desejamos em proporções maiores ou menores.

Conhecer esse livro em 2020, em meio a tudo que foi esse ano e depois do trauma que foi 2019 pra mim (separação e entre outras coisas) foi revigorante e reconfortante. E confesso que já estou planejando uma segunda leitura quando terminar a primeira.

Como já disse anteriormente, eu o considero um livro para ser relembrado e consultado muitas vezes.

Eu adquiri a versão capa dura, que é mais bonita e durável. Caso você queira a versão vermelha bonitona igual a minha clica no link abaixo:

Click aqui para adquirir o livro na Amazon.

Comenta aqui caso você tenha lido ou queira ler!!

Quando terminar essa obra fantástica eu volto aqui e faço a parte 2.

Até já,

Dani

Categorias
Desenvolvimento Pessoal

Musculação – porquê não funciona pra você

Musculação é excelente pra deseja um corpo tonificado e definido.

É comum ouvirmos a frase de que musculação não serve pra emagrecer ou que não dá resultado. A verdade é que por trás desse comentário vemos quase sempre a mesma coisa: pessoas desesperadas por fórmulas prontas, rápidas e fáceis, para não dizer mágicas… Pois se você é imediatista e acha que a musculação vai te ajudar a conquistar o físico dos sonhos pode tirar o cavalinho da chuva. Musculação é uma prática de longo prazo.

 Quem treina há um tempo considerável já sabe mais ou menos como a musculação funciona, ou melhor, como o corpo responde a ela. Quem a pratica há bastante tempo também já errou muito pra aprender a ter resultados e provavelmente treinou por muitos anos para ver resultado somente nos dois últimos.

Isso acontece porque o processo de hipertrofia (ganho e definição de músculos) depende de alguns fatores para acontecer no corpo de alguém, e a musculação é somente um dos fatores.

Os pilares da hipertrofia

Sendo bem simplista, existem 4 fatores que podemos considerar os principais para a hipertrofia acontecer: treino, dieta, descanso e estresse. Não necessariamente nessa ordem.

Treino

O treino é  uma parte fundamental para hipertrofia muscular, mas isso não significa que seja a mais importante. Treinar traz diversos benefícios para o organismo por meio do fortalecimento muscular, desde melhora de postura, força, flexibilidade e até previne a osteoporose. Porém sabemos que quem quer ficar sarado não busca somente o fortalecimento muscular, mas sim um desenvolvimento dos músculos do corpo, isto é, aumento de tamanho e definição.

 Mas para conseguir esse desenvolvimento é preciso suar muito a camisa. O treino para hipertrofia precisa ser intenso, ou seja, você precisa usar verdadeiramente o músculo em questão, até que ele fique bem fadigado e por vezes lesionado. Dessa forma, o mesmo se regenera durante o descanso e se torna mais forte e maior, pois há a necessidade do corpo de acostumar-se com a pressão sofrida.

A progressão de carga e de dificuldade é fundamental para desenvolver a musculatura.

Se você treina sempre com a mesma carga, ou usa um peso que te deixa confortável durante o exercício você não irá hipertrofia. Crescimento muscular envolve sair da zona de conforto, conhecer seus limites para ultrapassá-los e envolve, novamente, suar muito a camisa.

Dieta

Bem, vamos direto ao ponto: se você treina pra hipertrofiar e não faz dieta então você está perdendo seu tempo.

Há quem descrimine o termo “dieta”, por achar que representa algo cheio de privações e com período estipulado. Mas a palavra  dieta está relacionada com a ideia de compromisso e de disciplina, o que é super importante para manter hábitos alimentares adequados.

Independente de como chamem, é imprescindível que se mantenha um padrão alimentar paralelo aos treinos para colher os resultados dos seus esforços. Não adianta se matar na academia e comer um x-burguer gorduroso com refrigerante no pós treino. A não ser que você treine para poder comer sem culpa, e não pra hipertrofiar.

Há quem diga que a dieta representa 70% do fator resultados. Imagino que se não for isso, está bem próximo. Quem já treinou há algum tempo comendo mal e depois aderiu a dieta percebeu que as diferenças em matéria de resultado e desempenho são gritantes.

Descanso

O descanso para hipertrofia é indispensável, por isso ele compõe um dos quatro fatores mais importantes. É durante o período de descanso que o músculo se recupera da lesão causada pelo treino e se recupera, ou seja, refaz as fibras musculares e as tornam mais fortes e maiores.

Por descanso entende-se principalmente o período em que estamos dormindo, por isso ter noites completas de sono é essencial para recuperar-se dos treinos.  Há também o descanso entre um treino e outro para o mesmo grupo muscular. Por exemplo, se você treinou bíceps hoje, não pode treiná-lo no dia seguinte, pois a musculatura não teve o período mínimo de 48 horas de descanso para recuperação. Isso, claro, se o foco for ganho de massa muscular.

Estresse

Algumas pessoas subestimam a devastação que o estresse causa no nosso organismo. Além de acelerar o envelhecimento, o estresse causa danos nas células do corpo todo, inclusive as musculares, sem contar na alteração na liberação de hormônios e toxinas, que influenciam o processo de crescimento de massa magra.

Saber gerenciar o estresse do dia a dia é essencial para uma boa recuperação e desenvoltura nos treinos.

Musculação é questão de tempo e dedicação

A consistência é a chave do sucesso, com a musculação não seria diferente.

Como todo esporte, a musculação exige comprometimento e persistência. Primeiro porque os resultados podem demorar um pouquinho, mesmo que você faça tudo certinho. Segundo porque mesmo após a hipertrofia já ter acontecido é preciso continuar com os treinos e dieta para manter a massa muscular conquistada.

Qualquer atividade exige dedicação para apresentar resultados satisfatórios, seja esportes, música, ou artes em geral. Se você não levar realmente a sério não terá o êxito desejado. É por isso que costuma-se dizer que musculação é um estilo e escolha de vida, porque a missão não acaba quando você sai da academia.

Categorias
finanças

A vida pré-paga

Quando fala-se em pré-pago vem logo a cabeça o conceito do mundo da telefonia móvel, onde quem usa a modalidade pré-paga precisa inserir créditos prévios antes de usar o serviço.

Quando falo de uma vida pré-paga me refiro justamente a isso: pagar antes de consumir qualquer coisa. E eu posso dizer que a sensação é tranquilizadora.

Descobri isso numa situação bem inusitada: no último carnaval eu e meu noivo planejamos passar o feriado num motel da minha cidade. Como estávamos com medo de chegar na porta e o lugar estar lotado, reservamos com antecedência a suíte que queríamos pela internet e já efetuamos o pagamento de 100% do valor. Bem, chegando lá apresentamos o número da reserva e a recepção liberou a entrada, tudo certo. O inusitado ocorreu na saída. Estávamos esperando a inspeção do quarto (aqueles 5 minutos demoradíssimos na recepção) quando o casal que estava na nossa frente na fila teve um problema com o pagamento, o cartão não autorizava, tentaram outro e nada. Deixaram-nos passar na frente e como já havíamos pagado previamente não demorou muito para sermos liberados. Não sei o que aconteceu com o outro casal, mas nós ficamos super tranquilos de não ter tido esse imprevisto, principalmente porque era domingo de carnaval, tudo estaria fechado e a cidade estava deserta.

Claro que pode-se pensar que o ideal é ter controle de quanto se tem na conta ou ainda o limite disponível nos cartões antes de sair de casa e eu concordo plenamente, porém usufruir algo que está quitado é a premissa principal dos planejamentos financeiros bem sucedidos.

Não estou dizendo que foi exatamente esse o problema do casal em questão, só usei esta história para exemplificar o por quê você deveria viver uma vida que já esteja paga!

Pense naquela viagem maravilhosa que você fez e parcelou a perder de vista. Então, a mesma viagem fantástica te atormentará por meses a fio com as intermináveis parcelas. Isso não aconteceria se você tivesse economizado e pago a vista. Outra dica de ouro para viagens é fazer uso de cartão de crédito pré-pago pra lidar com os gastos. Dessa forma você não extrapola o limite do que pode gastar e ainda volta com a consciência tranquila de viver no presente, e não trabalhando para pagar o que viveu no passado.

Cartões pré-pagos são ótimos para controlar os gastos em viagens.

O que é crédito?

Infelizmente o acesso ao crédito no Brasil é acompanhado de uma enorme falta de educação financeira, desse modo tornou-se comum usar o limite do cartão de crédito e cheque especial para o pagamento de despesas mensais.

Bem, pode ser doloroso para algumas pessoas ler isso, mas a verdade tem que ser dita: o limite do cartão, cheque especial ou qualquer outra alternativa de crédito disponibilizada no mercado não fazem parte da sua renda, de modo que ao usá-los você está pagando com um dinheiro que não é seu. E qual o problema disso? Simples. Você vive uma vida que não pode ser paga com seus próprios rendimentos.

Isso pode acarretar a problemas de ordem financeira gigantescos, pois no caso de uma perda súbita de renda a pessoa se endivida exponencialmente.

Há quem use o cartão de crédito como um grande aliado, pois ele é uma ferramenta ótima para unificação de despesas. Você paga tudo num dia só e não corre o risco de esquecer nenhuma conta pra trás. Outra vantagem são os programas de milhas disponibilizados pelos bancos, pra quem viaja constantemente ou consegue trocar pontos por produtos ou serviços é realmente recompensador.

Perceba que não estou de forma alguma demonizando o cartão de crédito, pois, como disse anteriormente, ele é uma ferramenta, e ferramentas costumam ser neutras. A pessoa que faz uso delas é que escolhe se a finalidade será positiva ou desastrosa.

O ponto que defendo aqui é a conscientização do que é acesso ao crédito, e da importância de um planejamento financeiro para viver uma vida que você possa de fato pagar por conta própria.

Liberdade de gastos

Serviços pagos por assinaturas podem até ser vantajosos, porém é preciso atenção. Quanto maior a quantidade de coisas que você tem que pagar obrigatoriamente todos os meses, menor será sua flexibilidade e liberdade financeira.

O celular pré-pago é um exemplo clássico: Você insere créditos quando precisa, na proporção e frequência necessárias para suas necessidades de comunicação naquele momento. Mas se por acaso tiver apertos financeiros e isso não for sua prioridade você simplesmente não gasta com telefone pelo período desejado. Do mesmo modo se quiser um serviço mais ou menos robusto pode optar a colocar mais ou menos crédito de acordo com a necessidade, que varia muito de mês pra mês.

Isso permite uma liberdade no orçamento.

Novamente, não condeno o plano pós-pago nem quem faz uso dele, para algumas pessoas é mais vantajoso mesmo, só fomento a reflexão da real necessidade de pagar por um plano top todos os meses sendo que às vezes nem usamos todo o pacote pelo qual pagamos.

Orçamento inteligente é um orçamento flexível!

Se você tem poucas despesas fixas obrigatórias é possível jogar melhor com as adversidades e eventuais apertos. Se vai gastar mais esse mês com matrículas escolares pode andar mais de ônibus e economizar com táxi, afinal o uso e custo desse serviço podem ser esporádicos e optáveis, ao passo que gastos com um carro próprio não.

Perceba que no exemplo anterior você se desloca da mesma forma, a diferença é usar táxi permite certas readequações de orçamento e substituições, diferentemente dos custos fixos de um carro particular.

Desse modo, viver no modo pré-pago é também deixar o orçamento mais flexível e estável, proporcionando uma vida financeira mais saudável e próspera.

Categorias
finanças

Pare de jogar dinheiro fora!

É isso mesmo que você leu. Pare de jogar dinheiro no lixo!

Algumas pessoas querem começar a investir ou poupar para algum objetivo de curto-médio prazo mas simplesmente não conseguem porque ignoramuma grande máxima dos especialistas em finanças: para poupar é preciso economizar!

Eu sei, eu sei, economizar não é a coisa mais agradável domundo e muita gente torce a cara quando falamos em economia. Mas a matemáticanão mente: se você tem 10 laranjas e come todas as 10 laranjas seu saldo seráde 0 laranja. Para que tenha sobras é necessário comer menos de 10.

Não estou dizendo pra você comer menos (embora algumas pessoasprecisem) nem pra você diminuir seu padrão de vida e de consumo para economizar,afinal de contas essas etapas vêm quase que naturalmente quando passamos atomar os primeiros cuidados com nosso dinheiro. É uma consequência da tomada deconsciência, digamos assim.

Esse cuidado é o de não jogar ele no lixo, quase queliteralmente.

Eu já li muitos livros de finanças de diversos especialistasno assunto e uma coisa é quase unânime entre eles: seu dinheiro tem que ter um propósito! Como assim? Simples, se vocêpaga por algo deve existir um sentido ao fazê-lo.

Veja essa situação que aconteceu comigo:

Outro dia fui tomar um sorvete com meu namorado e o atendenteperguntou se ele queria cobertura extra por mais 1 real, ele respondeu sim epagou. Até ai tudo bem. O problema é que meu namorado não é muito chegado emcobertura de sorvete, logo comeu só a massa e deixou toda a cobertura no fundodo pote.

Perceba que ele, por impulso, pagou por algo que jogou foradepois? Pois é.

Pague somente o que fazsentido pra você!

Por exemplo: você destina uma parte de seus ganhos àalimentação sua e de sua família, logo esse dinheiro destinado a isso tem opropósito de alimentá-lo(s).

Se você coloca gasolina no carro, a grana que paga essagasolina tem o propósito de te levar de um lugar ao outro, seja por motivos denecessidade ou por prazer mesmo.

Acontece que uma parte desse dinheiro é simplesmente jogadafora. Quer um exemplo? Darei alguns:

Tarifas bancárias: Se você não excede frequentemente ouso do pacote de serviços essenciais oferecido pelos bancos não tem porquêpagar essas tarifas, é um dinheiro que você dá pro banco de graça, em troca deum serviço que você não usa ou não precisa.

 Anuidades de cartões em geral: alguns até trazem vantagens comoacúmulo de milhas aéreas e tal, mas se você não usa esses benefícios não vale apena manter cartões com anuidades caras. O que vale a pena é colocar na balançase o valor pago compensa os serviços que são retornados a você.

Desperdício de comida e produtos: Se na sua casa ou nos locais que você frequenta têm-se o hábito de jogar comida ou produtos fora eu tenho uma péssima notícia: alguém está jogando, literalmente, dinheiro no lixo. Sem contar os impactos ambientais (matéria-prima usada na confecção de bens desperdiçados) e sociais (pessoas que passam fome enquanto grande parte da sociedade joga comida no lixo). Então pensa bem antes de deixar aquela panelona de arroz fora da geladeira, sabendo que ela pode estragar com o calor, ou de jogar meio pote de shampoo fora, desperdiçar folha de sulfite, ou deixar luzes acessas desnecessariamente. Você ou alguém paga por isso.

Coloque avisos na sua casa para se lembrar de economizar recursos.
Coloque avisos na sua casa para se lembrar de economizar recursos.

Assinaturas e coisas quevocê não usa: Sabeaquele colega que assinou Netflix simplesmente porque a turma inteira usa oserviço, mas que ele assiste uma vez por mês e olhe lá? Então, essa pessoa jogadinheiro fora também! O mesmo vale pra assinatura de TV a cabo, versão premiumde aplicativos, clubes e pacotes de lazer que não são utilizados comfrequência, casa de praia ou de campo que são visitadas pouquíssimas vezes aoano, pacotes de associados em geral etc.

A maioria dessas coisas não é necessária manter fidelidade por meio de assinaturas ou contratos se você não usá-las realmente.

Coloque na ponta do lápis pra saber se é um bom negócio

Você sabe quanto gasta com coisas desnecessárias?

Faça as contas e analise se o seu dinheiro está sendo bem empregado, ou seja, se você paga por coisas que de fato são benéficas pra você. Se há desperdícios eles precisam ser enxugados até se extinguirem e é necessário um acompanhamento constante para evitar que eles voltem a surgir.

Eliminando esses gastos desnecessários da sua vida você vai perceber que já sobra uma quantia bacana pra começar a poupar e investir para seus objetivos.

Com o tempo nos tornamos mais críticos com o destino quedamos ao nosso dinheiro e um olhar mais econômico se torna um hábito automático,saudável e até prazeroso. Nesse estágio, economizar deixa de ser uma coisachata e passa a ser motivador, pois nos aproximamos mais de nossos sonhosgraças às nossas economias.

Então se você quer poupar mas não sabe por onde começar ou acha que é impossível fazer sobrar algum dinheiro faça um detox financeiro e veja o tanto de desperdícios que podem se tornar sobras.

Categorias
Desenvolvimento Pessoal finanças livros

Livros que nos fazem melhor: Pai Rico Pai Pobre

O livro indicado dessa vez é o famosíssimo Pai Rico Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lenchter. Um livro que me recomendaram muito e há muito tempo, mas que, no entanto, só li agora. E me arrependi de não tê-lo feito antes.

A abordagem principal é sobre enriquecimento e educação financeira, mas não é nada do tipo “como fazer” mas sim de “o quê você precisa desenvolver” para atingir seus objetivos. É mais sobre autoavaliação e mudança de mentalidade do que sobre passo-a-passo sobre o que fazer com seu dinheiro.

Pai Rico Pai Pobre muda a forma como você lida com o dinheiro

Você manda no seu dinheiro ou o dinheiro manda em você?

Ao longo da leitura você questiona todos seus paradigmas financeiros e crenças sobre o dinheiro e o funcionamento dele que foram implantadas em sua mente desde a infância.

A leitura é bem envolvente e flui muito natural, pois é usado situações reais do autor e suas experiências para comprovar os raciocínios expostos.

Robert conta sua trajetória até a conquista de sua riqueza a partir da educação recebida de um pai bem instruído que trabalhou a vida toda e construiu uma carreira estável (o pai pobre) e de outro que não estudou tanto – pelo menos não pelos meios convencionais – e que escolheu não fazer carreira em empresa, mas sim abrir as próprias (o pai rico).

Ele apresenta meios de mudar sua relação com o dinheiro hoje para construir seu império de amanhã. Cada decisão e pensamento que você tem agora constrói quem você será (e o que terá) no futuro.

O auge do livro é a explicação da importância de pagar a si mesmo primeiro. Então antes de pagar qualquer dívida ou despesa realize a compra de ativo (investimento), ou seja, o pagamento que você faz a você mesmo. Isso a gente ouve várias vezes dos economistas e especialistas em finanças, mas confesso que só depois dessa leitura entendi e reconheci a importância de pagar-me primeiro.

Um outro ponto para o qual o livro chama a atenção é a importância que o dinheiro tem em nossas vidas, mas que, no entanto, poucas pessoas estudam sobre e se preocupam em aprender como ele funciona.

Por exemplo, se uma pessoa não cuida de suas finanças e não quer se preocupar com o dinheiro há grandes chances de gastar mais do que ganha e não criar reserva nenhuma. Essa negligência leva ao endividamento. O endividamento faz com que o sujeito viva em prol do dinheiro, pois suas escolhas passam a girar em torno da dívida.

Ou seja, a melhor forma de não colocar sua vida em função do dinheiro é se preocupar com ele. Genial, não?

Para não ter que se preocupar com dinheiro no futuro preocupe-se com ele hoje!

Por essas e outras sacadas, Pai Rico Pai Pobre é um livro revolucionário sobre dinheiro, ele ressignifica valores antigos e que não fazem mais sentido sobre riqueza e prosperidade.

Se você está com problemas financeiros, ou quer começar a poupar, investir ou empreender, ou se já investe e quer dar um passo a mais esse é o livro certo! Com certeza você lerá muitas verdades dolorosas sobre o dinheiro e a construção de riqueza, mas o aprendizado valerá cada esporro.

Categorias
Desenvolvimento Pessoal livros

Livros que nos fazem melhor: Mindset, a nova psicologia do sucesso

Esta é uma indicação um tanto quanto poderosa. Pesquisando por livros de desenvolvimento pessoal (minha categoria favorita ever) vi massivos elogios para este da pesquisadora Carol S. Dweck que trata sobre um assunto que ao longo da leitura parece-nos meio óbvio, mas que nunca paramos para analisar.

Não é atoa que conforme você vai lendo várias fichas vão caindo, do tipo: por que não fiz a relação entre essas coisas antes? Você será capaz de identificar situações que você viveu, interpretá-las e entendê-las com muito mais propósito.

Resumindo grosseiramente (e pra não dar muito spoiler) a máxima do livro é: existem duas “mentalidade” em uso. Uma delas é o mindset fixo, na qual o indivíduo acredita que suas habilidades e características são natas e imutáveis, intransponíveis. A outra é o mindset de crescimento, na qual o sujeito não só acredita ser altamente desenvolvível como age a fim de superar-se sempre, é sobre aquelas pessoas que não se acomodam, que não acreditam em características natas e/ou não as aceitam, isto é, não se conformam com uma determinada posição, habilidade, e buscam sempre progredir.

Além de explicar e comprovar com estudos científicos sua tese, ela ainda dá situações reais sobre como a mente funciona, e sobre como podemos aplicar estes conhecimentos para atingir o mindset de crescimento, além dos benefícios de desenvolver um.

 O livro é indicado para pessoas que buscam desenvolvimento pessoal e também profissional. Empreendedores, professores, instrutores e pais podem se beneficiar muito da habilidade proposta de desenvolver seu mindset, e consequentemente, desenvolver e engajar sua equipe, alunos, filhos etc. Poucos livros provocam reflexões tão amplas, capazes de abarcar diversas áreas de nossas vidas.

Aqui você encontra o livro físico disponível para venda e também a versão e-book para os amantes de Kindle.

Se você ainda não tem o hábito de ler livros digitais leia este artigo sobre Porquê ler livros digitais e mude seus conceitos.

Categorias
livros

Por que ler livros digitais

Muitos colegas leitores compartilharam comigo a dificuldade de ler livros digitais. Existem inúmeros argumentos para isso, desde gostar do cheiro do livro e de querer tê-lo fisicamente na estante, até para o fato de não ter concentração para ler em um dispositivo como celular ou tablet e também o problema com o tamanho da letra e disposição da página.

Uma alternativa para alguns desses problemas é utilizar um eReader, pois ele é um dispositivo desenvolvido exclusivamente para leitura, ou seja, você não terá outras distrações na hora de ler e terá em mãos um aparelho leve e configurado para o conforto visual no momento da leitura, pois ele além de imitar a textura de folha e a cor amarelada do papel também tem uma disposição excelente das páginas, o que se assimila muito com um livro real.

>>> O mais completo do mercado é o eReader da Amazon, o Kindle <<<

Você pode encontrá-lo com um preço mais acessível na Magazine Luiza  🙂

O espaço de um livro físico

Quando comecei a ler livros digitais eu estava no primeiro ano da faculdade. Naquela época tinha muitos problemas para levar os livros pra cima e pra baixo (trabalho-facul) e também carregar as inúmeras cópias tiradas na reprografia. Isso quando eu não pagava pela cópia do arquivo errado ou o esquecia no dia da aula.

Além disso, não tinha mais espaço em minhas estantes para mais livros, nem espaço para arquivar textos e cópias, isso que eu já tinha doado muita coisa.

Há espaço na sua casa?

Comecei então a pedir por email aos professores os arquivos de leitura e a comprar eBooks dos livros que eram solicitados, desse modo tinha sempre todos comigo sem grandes problemas, sem bolsa pesada e sem papelada pelo meu quarto.

Nessa época descobri também diversos aplicativos de leitura, nos quais você pode colocar seus arquivos em vários formatos, sem precisar ter um eReader.  Meus quatro queridinhos são: o Google Play Books, o iBooks, o Adobe Acrobat e o próprio da Kindle (que você não precisa ter um Kindle para usá-lo).

Desde então eu nunca mais li um livro físico sequer. Uma porque me acostumei muito a ler em qualquer lugar sem precisar carregar nada e outra porque eu tenho a sorte de achar a versão digital de todos os livros que me interessam, mesmo os clássicos já possuem arquivos gratuitos em bibliotecas digitais como a Domínio Público, Projeto Gutenberg, Many books e a Biblioteca Brasiliana.

É economicamente mais viável


A diferença de preço entre livros físicos e digitais chega a até 50% em algumas obras

Todo mundo que já pesquisou livros pela internet sabe que existe uma diferença de preço entre livros físicos e digitais. Isso porque para produzir, estocar e entregar um livro físico têm-se embutido gastos que com a mesma obra digital não se teria.

 

 

Óbvio que você paga a mais para ter o material físico, mas pergunte-se por que você acha tão relevante ter o material impresso? Se você for um colecionador de livro e tiver espaço e dinheiro para isso, ok, seja feliz!, mas caso contrário não vejo motivos para acumular livros em casa (a não ser uma meia dúzia para consulta profissional, se necessário).

Você doa os livros que já leu? Ou pelo menos os empresta? Se a resposta for não para essas perguntas reveja seus conceitos: você provavelmente é um acumulador. Livros são importantíssimos para disseminar conhecimento e é um desperdício deixá-los parados empoeirando.

Inclusive muita gente cita como ponto negativo dos eBooks o fato de não ser possível emprestá-los (sendo que a pessoa também não empresta os livros físicos que tem, vai entender né). Na verdade já é sim possível emprestar livros digitais, a Amazon disponibiliza essa funcionalidade em seus eReaders, bem com a livraria norte-americana Barnes & Noble, é possível também pegar empréstimos de eBooks pelas grandes bibliotecas públicas. Existem até comunidades para empréstimos de livros digitais, como o Booklending e o Lendle.me.

Um outro ponto é o incentivo a novas publicações, afinal diversos autores novatos deixam de publicar devido à falta de verba para custear os preços de editoração. Com a possibilidade de publicar um livro digital, esses custos diminuem drasticamente e o autor pode ter um retorno muito maior, graças às artimanhas do marketing digital. As editoras também têm considerável queda nos custos de produção e distribuição, e tudo isso se reflete no valor final repassado aos leitores.

Não acredita? Confira então estes eBooks baratos que são super acessíveis! O preço alto dos livros não é mais desculpa para não ler!

Consumir um livro digital é muito mais rentável para o autor e para a editora, sem falar no consumidor. Incentivar esse mercado é também uma forma de tornar os eBooks mais acessíveis, combatendo a pirataria.

O futuro é digital

Não sei se você já reparou mas diversas profissões não existem mais ou foram substituídas e/ou adaptadas para a era digital.

Dentro desse contexto não faz sentido o argumento de defesa das livrarias para não consumir livros digitais. As próprias livrarias e editoras já sacaram a migração de leitores para as telinhas, e elas mesmas já lançam produtos digitais para atender a esse novo mercado.

Isso tem a ver com a democratização do acesso à internet, com a questão ambiental (livros são árvores) e também com os novos modelos de negócios, mais enxutos (menos pessoas e menos espaço) e mais rentáveis. Menos se torna (e produz) mais.

A questão aqui não é se você concorda ou não com essas novas práticas, mas sim de que elas estão postas, é a nossa nova realidade, adapte-se quem puder!

Imagina o tanto de coisa que já mudou em nossas vidas, o tanto de coisa que você faz diferente de como fazia há 5 anos, pense na quantidade de conteúdo que você consome graças à disponibilidade digital. Agora pense: porque você ainda tem resistência quando o assunto é o consumo de livros?

Você não precisa comprar um eReader hoje e começar a ler só coisas digitais, mas se quiser se adaptar às novas maneiras de leitura e estudo sugiro que baixe um app especializado e tente um pouquinho, comece com um livro menor e descubra o prazer de ler a partir dos meios digitais.

Para finalizar, deixo aqui minhas indicações de eBooks gratuitos! É só baixar e desfrutar!

Boa leitura!

Categorias
Desenvolvimento Pessoal

Você já se arrependeu?

Arrependimento é um sentimento muito negativado em nossa sociedade. Você arrepender-se é visto como sinal de fracasso, de falha, de falta de raciocínio anterior à decisão. E parece que tudo é pautado no arrependimento, ou melhor, de forma a evitá-lo: “Não faça uma tatuagem assim ou assado porque você pode se arrepender”, “Não perca esta oportunidade porque você vai se arrepender” etc., etc.

A verdade é que o problema não é o arrependimento em si, mas sim a forma como os outros nos verão depois dele. O medo do julgamento é maior do que o medo de arrepender-se.

Sendo assim, a raiz do problema do arrependimento é a o fato de nos importarmos muito com a visão dos outros sobre nós mesmos.

Pare e pense: do que você se arrepende na vida? Não tenha medo de admitir que se arrepende de algo, pode ser desde a compra de um item até um relacionamento no qual esteve.

Agora pense: No que isso contribuiu para a composição da pessoa que você se tornou?

Eu, por exemplo, já me arrependi de muitas decisões financeiras tomadas com base na ansiedade e também já me arrependi de muitos relacionamentos que tinham por base a carência e falta de amor próprio.

A grande máxima de tudo isso é: Faz bem arrepender-se! É isso mesmo, faz bem. Você cresce, aprende, se torna mais inteligente, astuto, esperto. Você desenvolve o autoconhecimento, que é um aprendizado constante sobre si mesmo que você levará para toda a vida e para qualquer área dela.

Nesse sentido, não tenha vergonha e não sucumba às pressões alheias sobre o que você quer para sua vida. Afinal, as decisões são suas e os arrependimentos também, portanto é a sua voz que você deve escutar.

Existe lugar para os conselhos

É preciso saber distinguir a preocupação genuína de familiares e amigos, que estão vendo tudo com uma ótica externa e pode nos aconselhar melhor sobre determinadas decisões, da mania de algumas pessoas em se meterem e opinarem sobre tudo.

Faça-se sempre a pergunta: O que essa pessoa ganharia me alertando sobre isso? ou ainda: Por que essa pessoa se importa comigo e com o que eu vou sentir?. A partir daí é possível discernir entre quem quer de fato o nosso bem, quem quer apenas nos julgar por esporte, e quem quer apenas projetar suas frustações ou realizações em nós.

Espero que esse texto tenha contribuído para que você possa aceitar-se mais e aceitar seus erros e decisões, afinal você é o único(a) quem vive sua vida e é a única pessoa capaz de dizer o que vale o seu arrependimento. Fica de sugestão para leitura esse livro sobre A Coragem de Ser Imperfeito. Boa leitura!

Categorias
Desenvolvimento Pessoal

Qual problema você quer?

Que a vida é feita de escolhas não é nenhuma novidade pra você (espero!). Mas mesmo sabendo e repetindo isso para si mesmas, muitas pessoas ignoram o real significado dessa afirmação.

Quer ver? Vou te dar um exemplo: Quais foram suas últimas 5 escolhas na vida? Falo de coisas simples mesmo, desde escolher ir por um determinado caminho até o trabalho, usar determinada camiseta ou tomar sorvete de morango e não de chocolate depois do almoço. Lembrou das últimas cinco? Ok.

Agora vou estreitar mais a pergunta: Quais foram os últimos 5 problemas que você escolheu ter?

Problemas? Como assim? Ninguém escolhe ter problemas!

E é aí que está o grande equívoco.

Admitir que a vida é feita de escolhas implica admitir que somos capazes de escolher sobre tudo, e dessa forma somo responsáveis por tudo e qualquer coisa que nos aconteça. Inclusive nossos problemas.

De fato, eu realmente acredito que somos mesmos responsáveis por tudo sim, mas não a tudo que nos acontece, mas sim a como reagimos a tudo.

Vou dar um exemplo:

Imagine que seu parceiro ou parceira rompeu o relacionamento com você e isso foi uma experiência bem traumática e dolorosa.

Não estou dizendo pra você se culpar pelo término, mas vale sim fazer o balanço de suas ações e reações dentro da relação porque, afinal de contas, ninguém termina com ninguém sem motivo algum. Em um relacionamento ambos são responsáveis. E mesmo que seu namorado tenha cometido a desonestidade de te trair, por exemplo, você escolhe se passa a vida na fossa ou se busca olhar para os erros do passado (sim, você também errou ao não perceber algo de errado) e aprende com eles.

true story

Eu mesma passei por várias relações fracassadas seguidas e quando parei pra considerar eu estava agindo de modo a atrair o mesmo perfil de homem para minha vida em todas elas. Encontrei uma pessoa errada atrás da outra e achava que o problema não era eu. Bem, eu estava redondamente enganada. Foi somente mudando a visão que eu tinha de mim mesma e mudando minha postura perante as relações que consegui chegar num modelo de relacionamento saudável e promissor.

Responsabilidade é diferente de culpa

Dizer que alguém é responsável por suas (re)ações é diferente de dizer que ela é culpada por sentir ou passar por determinada situação.

Você não escolhe perder o emprego ou um ente querido, mas você é sim capaz de dar um novo sentido à sua vida e adaptar-se a essa nova realidade. Você não escolhe ser assaltado ou ter câncer, isso é, você não é culpado por essas coisas, mas você é responsável por determinar como reagirá a cada uma delas.

Se você quer entender mais essa lógica leia esse livro aqui.

Seus problemas é você quem escolhe

Já vi inúmeras vezes pessoas trocando de emprego, de casa, de esposa, alegando um único motivo gigantesco e indefinido: problemas.

Não sei se isso soa animador, mas… não existe vida sem problemas! Nascer é um problema, respirar é outro problema e mesmo depois de aprender a sugar o leite para se alimentar surge outro problema: avisar sua mãe que você está com fome.

A existência é uma infinidade de problemas encadeados, onde a resolução de um gera outro e parece um ciclo sem fim. E realmente é.

O que quero dizer é que não adianta tentar fugir de problemas o tempo todo porque eles estão em qualquer lugar e por toda a parte. Ao fugir de um problema o máximo que conseguimos é trocá-lo por outro.

Por exemplo, você pode largar seu chefe insuportável que suga toda sua energia vital, mas corre o risco de arrumar outro trabalho que fica bem mais longe da sua casa e terá problemas com o trânsito. Ou você pode trocar uma casa espaçosa, porém muito cara, por outra mais acessível com uma metragem menor. Você terá mais dinheiro, mas não terá onde receber a família.

A partir desse pensamento é possível tomar as rédeas de sua vida ou pelo menos de grande parte dela, eu garanto. Saber escolher quais problemas valem a pena é fundamental para não se sentir vítima em sua própria vida. Em outras palavras: saber por quais problemas você está disposto a sofrer.

Categorias
Desenvolvimento Pessoal

Não existe atalho.

Sempre falo da minha experiência com a musculação e realmente eu consigo ver uma metáfora direta entre essa prática e a nossa vida.

Nesse curto período que passei treinando vi pessoas começarem academia, saírem, voltarem, chegou o frio saírem de novo, entrarem e saírem para nunca mais. Penso que isso se dá por duas coisas principais: falta de capacidade de construir e seguir objetivos a médio e longo prazo & a habilidade de ver e buscar atalho para as coisas.

Se ninguém te disse isso ainda, vou te falar agora: Não existe atalho!

Isso para tudo que nospropomos a fazer. Deixa eu te contar uma história:

Eu estava um dia nomeu trabalho e atendi um cliente que era francês e precisava de uma informação,e eu falo francês então o atendi em sua língua nativa. Ele ficou super feliz esatisfeito por isso. Ponto pra mim! Assim que ele virou às costas uma colegadisse: Nossa, que demais, você falafrancês! Como você aprendeu? E eu basicamente dei à ela a resposta que doua todos referente aos idiomas que eu falo: Aprendiestudando!.

Não sei se isso soa meio grosseiro ou as pessoas esperam que eu responda outra coisa (Morei em Paris por anos ou Meu namorado é francês ou Sei lá o quê), mas sou categórica em dizer que aprendi estudando. Simples assim, sem atalho.

O mesmo acontece com inglês: Perguntam-me como meu sotaque é assim, ou assado, ou como aprendi em menos de x anos? E lá vem eu novamente: estudei pra isso.


— Aliás, se você está motivado para aprender inglês e não sabe por onde começar, dê uma olhada nisso aqui!

O esforço precisa ser diário, e o processo, respeitado. As pessoas sempre colhem o que semeiam. Não existe atalho!

Stephen Covey

Às vezes acho que aspessoas esperam que exista o tempo todo uma fórmula mágica para resolver as coisas,ou acreditam muito nos contos bonitinhos como “Decidi que queria algo diferentepra mim e fui para fora do país”.

A real é que essas história podem até ser verdadeiras (e não julgo quem aprendeu inglês assim, se essa foi a sua experiência eu respeito isso, ok?) mas nem sempre a vida é bonitinha e poética. A maioria das pessoas que conheço chegou onde está porque foi lá e fez. Foram atrás na biblioteca pública, ouviram podcast no ônibus indo para o trabalho, buscaram por livros gratuitos na internet, enfim, se esforçaram.

Basicamente: a vida é assim. A dimensão da internet e as infinitas possibilidades que existem não eliminam os esforços reais das pessoas, não faz com que a maioria viva o mundo ideal, colorido, fantástico.

“Ah, mas eu conheço fulano que em menos de tantos meses e sem muito esforço já conseguiu x, y e z”.Ótimo para ele.

Mas exceções não sãoregras.

Se quer resultados você precisa conquistá-los.

As pessoas de sucesso podem até terem construído coisas inovadoras e sensacionais, mas se olharmos para suas histórias veremos que lá atrás fizeram isso pelo caminho mais tradicional e não atraente possível: O caminho do esforço constante e direcionado.

Como disse o filósofo contemporâneo Leandro Karnal (que vocês precisam conhecer!): Esforço é banho.

É diário. Faça frio, calor, tenha chuveiro quente ou não. Você precisa tomá-lo frequentemente. E mesmo que você passe 10 anos se esforçando e chegue à conclusão um dia de que pode parar, fique sabendo que vai feder instantaneamente.

Nas palavras do meu instrutor da academia: difícil nem é alcançar um corpo definido (embora eu acredito que seja), difícil é manter-se assim por anos. Ou seja, difícil é continuar se esforçando e melhorando a si mesmo independente de já ter alcançado ou não os resultados esperados. Difícil também é entender e aceitar que o melhor e mais satisfatório dos resultados estão sob camadas e mais camadas de trabalho duro e incessante, de esforço contínuo e inteligente. Estão na busca de um caminho por meio de tantos outros errados. E sem atalho.