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Livros que nos fazem melhor: Mulheres que correm com os lobos (parte 1)

Olá, querido blog para o qual eu escrevo eventualmente e para o qual pretendo escrever com mais frequência 🙂

Compartilhar livros por aqui é algo que sinto falta. Escrever sobre o que li me ajuda a fixar e refletir melhor sobre os livros e é também uma forma de ajudar alguém que precise de alguma avaliação antes de ler.

O livro de hoje é mais do que especial pra mim. É um livro daqueles divisores de água. Sério, não tem como ficar igual depois de ler esse livro. Qualquer mulher passa por uma transformação profunda durante a leitura.

Não vou me propor a resumir o livro inteiro, afinal de contas eu ainda não terminei de lê-lo (por isso essa é a parte 1 xD)…

Vou colocar aqui motivos para você ler e como tem sido a minha percepção até então.

O que aprendi com Mulheres que correm com os lobos, até agora

O livro da da psicanalista americana Clarissa Pinkola Estés é uma obra de fácil reconhecimento. Isso significa que quando você lê (estou supondo que você seja uma mulher) você se reconhecerá em algumas ou quase todas as narrativas apresentadas.

Sim, esse livro não conta uma só história, tampouco é um livro para ser lido em uma única tacada. Ele é um livro para se ler aos poucos e para tê-lo sempre a mão nas situações difíceis.

[O livro possui uma versão clássica capa mole e uma mais atual e bonitona, capa dura, com acabamento emborrachado e fita vermelha de cetim, um mimo]

A escritora coloca e discute histórias presentes no inconsciente coletivo, são os famosos arquétipos.

Mas o que é um arquétipo? E o que são histórias arquétipas? Bem, eu li boa parte do livro pra poder entender do que se trata, e também precisei conversar com outras leitoras, mas grosseiramente falando, são histórias, lendas e contos clássicos, conhecidos por quase todas as culturas e civilizações, que apontam direta ou indiretamente questões e valores presentes nessas sociedades.

Lembra da história d’O Patinho Feio, por exemplo? Então, esse conto é uma relíquia e já foi contado e recontado em diversas culturas diferentes, com versões e adaptações diferentes mas sempre mantendo o substancial da história, nesse caso o fato de alguém rejeitado na infância por não pertencer e pelejar pra encontrar sua tribo.

Tá, legal. Mas o que isso tem a ver com mulheres? A Clarissa é fantástica, acreditem. Elas reuniu uma série de histórias como essas e outros elementos arquétipos e deu uma leitura e interpretação diferente de tudo que eu já tinha visto, explicando sobre psiquê humana e inconsciente coletivo e relacionando com vivências, traumas e situações que toda mulher já encontrou na vida.

O livro te ajuda a lidar com questões passadas e a se entender enquanto mulher no mundo, a entender seu valor, a cultivar a mulher selvagem, forte e destemida que existe dentro de cada uma de nós.

Inclusive essa designação intriga um pouco no começo, mas conforme a leitura avança isso faz mais sentido. Ser selvagem é o contrário da domesticação, da dominação. Ou seja, uma mulher dita selvagem é uma mulher livre para ser e fazer o que quiser, para não cair nas armadilhas dos padrões e dogmas sociais muitas vezes impostos.

Ser La loba, a mulher lobo, é saber resgatar e cultivar sua intuição, sua criatividade, sua força, sua capacidade de renascer e sua vivacidade.

Não é à toa que esse livro é considerado um clássico da literatura feminista. E digo que ele é um livro de libertação mesmo que você não se considere como tal. Ele é um livro que fala de liberdade, de coragem, de ousadia, de autenticidade e de cura do nosso self interior… coisas que todas nós nos reconhecemos e desejamos em proporções maiores ou menores.

Conhecer esse livro em 2020, em meio a tudo que foi esse ano e depois do trauma que foi 2019 pra mim (separação e entre outras coisas) foi revigorante e reconfortante. E confesso que já estou planejando uma segunda leitura quando terminar a primeira.

Como já disse anteriormente, eu o considero um livro para ser relembrado e consultado muitas vezes.

Eu adquiri a versão capa dura, que é mais bonita e durável. Caso você queira a versão vermelha bonitona igual a minha clica no link abaixo:

Click aqui para adquirir o livro na Amazon.

Comenta aqui caso você tenha lido ou queira ler!!

Quando terminar essa obra fantástica eu volto aqui e faço a parte 2.

Até já,

Dani

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